segunda-feira, 25 de julho de 2011

Essa saudade bandida...


Amor e saudade... Desde aqueles momentos de DR mais tensos, até as conversas mais descontraídas acompanhadas de uma(s) cerveja(s), é um assunto praticamente impossível de se evitar em uma conversa com um ser humano que tenha um mínimo de sentimentos.

Interessante é ver o que o titio Derrida teve a dizer no assunto - depois de dizer da impossibilidade de responder a pergunta e zoar um pouquinho a entrevistadora, ele coloca um ponto interessante - o do amar "alguém", ao invés de amar "algo em alguém" - ou seja, do famoso amor incondicional...

Poderia seguir com algo profundo ou filosófico, mas o que me motivou foi tão prosaico...

O fato é que uma percepção mais clara de como é experimentar esse amor são as coisas estúpidas que nos dão saudades.

Eis que nesse tempo de férias, às vezes a família, namorado ou amigas e amigos ficam longe, e lá vem aquela saudade traiçoeira, que ataca quando menos esperamos. Algumas vezes em uma música que toca em um café, ou um objeto que lembra algum tempo, ou algum filme que todos iriam gostar - em geral lembranças de bons tempos, justamente das coisas que, a princípio, podem ser um fator de aproximação entre as pessoas...

Mas quando a saudade bate naqueles momentos que trazem lembranças de coisas irritantes ou desagradáveis , o que pensar?

Já me disseram que o tempo faz com que as memórias ruins sejam apagadas ou atenuadas, mas eu penso que que quando você quase fica com os olhos molhados ao ouvir um funk que o seu irmão (que está viajando sozinho pela primeira vez) cantava com o exclusivo objetivo de irritar, aí imagino que não haja outra resposta: isso é, sim, amor incondicional.

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